Reconheço como certo só o aperto junto ao peito;
Tão ansioso por quem o defina e ampare.
Amedrontado por um final que não se anuncia.
Preocupo-me em demasia por achar-me seu autor único.
Texto este de tantas mãos e direções,
Todas muito pouco preocupadas com meus porquês,
Posto terem elas seus próprios apertos, que lhes são imensamente mais tangíveis.
Essas mãos, para sempre não admitidas co-autoras,
Decerto olham, em algum ponto de seus traçados, para a mesma direção que agora me aflige,
E talvez terminem também por encontrar um Deus que não se deixa conhecer.
Amo-O, por gratidão de não conhecer tormentos;
Por ter sentidos que absorvem, mente que voa.
Que sabem ser o merecimento caminho de alguma conquista, mas não dessas.
Que enxergam decepcionados o quanto separa o amor e a devoção.
Tão ansioso por quem o defina e ampare.
Amedrontado por um final que não se anuncia.
Preocupo-me em demasia por achar-me seu autor único.
Texto este de tantas mãos e direções,
Todas muito pouco preocupadas com meus porquês,
Posto terem elas seus próprios apertos, que lhes são imensamente mais tangíveis.
Essas mãos, para sempre não admitidas co-autoras,
Decerto olham, em algum ponto de seus traçados, para a mesma direção que agora me aflige,
E talvez terminem também por encontrar um Deus que não se deixa conhecer.
Amo-O, por gratidão de não conhecer tormentos;
Por ter sentidos que absorvem, mente que voa.
Que sabem ser o merecimento caminho de alguma conquista, mas não dessas.
Que enxergam decepcionados o quanto separa o amor e a devoção.
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