À garota que corre trança as perna,
Aos bêbados molhados a taberna,
Abram águas.
Ao rio que crusa o sertão,
Aos moleques que brincam no ribeirão,
Abram águas.
Vem as nuvens
Vem o frio
Para o rio
O mundo chora a estiagem
Vão as nuvens
Vai o frio
Para o rio
O mundo chora a estiagem
Aos nômades no deserto,
Aos naufragos em mar aberto,
Abram águas.
Aos bíblicos fugidos do Egito,
Aos ateus que não creem nisto,
Abram águas.
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