sonhei que estavas
despida de noite estrelada
que sua boca era Nova
e que de seu poros escorriam astros
as quais eu bebi até ficar saciado
e tu que também eras Terra
que na clareira da mais densa floresta
me deitei pra contemplar-te
me tragava, me rompia
me comia, me engolia
como corpo
me trazia, me elegia
me levantava, me elevava
como alma
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
Acossado
tenho uma gripe, uma coceira que me incomoda
me incomoda tudo
tudo me incomoda
me incomoda o aconchego
o calor da minha cama
a comida aquecida no microondas
o controle
a geladeira
o congelador
o casaco de casimira
o lençol limpo
o banheiro limpo
o quarto
o chuveiro
me incomoda essa calma
essa pressa
essa certeza
essa duvida
essa vida boa que eu levo
me incomoda o coração
que grita pela garota
que eu quero
me incomoda ir bem na escola
no trabalho
ser pago
escrever, escrever me
incomoda de mais.
me incomoda os pelos
do nariz
os olhos atras dos óculos
a pequenice do meu pau,
queria um cacete gigante
me incomoda a flor
de couro no cu
as bundas que saem
das aulas de ioga
e a noite que nunca escurece
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Preludio para coda em vinte anos
mexe, estala
mexe, estala
mexe, estala
mexe, estala, mexe, estala, mexe, estala
mexe estala mexe estala mexe estala
mexestalamexestalamexestala
Eeehh meu pai
olha te filho meu pai
Vê que o fez pra ser homem, pai
e ele é pai de ti homem
Eeehh meu pai
ouve o apito meu pai
é o mesmo apito do primeiro, pai
trem que sabemos o destino, pai
é o ultimo meu pai
Eeehh meu pai
cheira o chão meu pai
que a vida te jogou de cara pai
para que sempre possa se erguer
Eeehh meu pai
degusta a vida meu pai
que ela foi e é meu pai
vinho tinto suave de mesa, pai
daquele que gosta pai
Eeehh meu pai
sente o corpo meu pai
sente que é velho pai
tão velho meu pai
que es o próprio trem
que é o corpo
que é o osso
que é dor
que é pó
que é o
que é
que
mexe estala mexe estala mexe estala
mexe estala, mexe estala, mexe estala
mexe, estala, mexe, estala, mexe, estala
mexestala
mexe estala
mexe, estala
estala
estala,
, estala,
.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Água
de Maurício Seabra
De olhos fechados
Seu toque cálido me envolve
E traz perdão a tropeços tolos
No mais reconfortante abraço
Sua tangibilidade esquiva
Discreta onipresença
Sinto seu frescor tão inerente
E me apequeno em satisfeita inércia
Tenhos muitas e muitas sedes
Tantas delas a você recorrem
Mais a de água que a de paz
São caladas num contentamento equívoco
Tormentos não lhe são estranhos
Mas não acuso, esteja certa
Nada há que seja só benesse
Só espinho, boca ou punho
Seu toque cálido me envolve
E traz perdão a tropeços tolos
No mais reconfortante abraço
Sua tangibilidade esquiva
Discreta onipresença
Sinto seu frescor tão inerente
E me apequeno em satisfeita inércia
Tenhos muitas e muitas sedes
Tantas delas a você recorrem
Mais a de água que a de paz
São caladas num contentamento equívoco
Tormentos não lhe são estranhos
Mas não acuso, esteja certa
Nada há que seja só benesse
Só espinho, boca ou punho
Corpo
de Maurício Seabra
O corpo que é meu
Dói sem permissão
Entre o mito e a razão
O corpo que é seu
Deus e templo num só tempo
Torno-o meu em um lamento
O corpo etéreo
Feito em carne por temor
Em sua dor não há louvor
O corpo tátil
Que presente não se sente
Descrente, sequer existente
O corpo que são muitos
Punhos tesos numa voz
Dentre todos, o pior algoz
O corpo que é só
Por rotina atrofiado
Tanta escolha, nenhum lado
Dói sem permissão
Entre o mito e a razão
O corpo que é seu
Deus e templo num só tempo
Torno-o meu em um lamento
O corpo etéreo
Feito em carne por temor
Em sua dor não há louvor
O corpo tátil
Que presente não se sente
Descrente, sequer existente
O corpo que são muitos
Punhos tesos numa voz
Dentre todos, o pior algoz
O corpo que é só
Por rotina atrofiado
Tanta escolha, nenhum lado
Oração
de Maurício Seabra
Reconheço como certo só o aperto junto ao peito;
Tão ansioso por quem o defina e ampare.
Amedrontado por um final que não se anuncia.
Preocupo-me em demasia por achar-me seu autor único.
Texto este de tantas mãos e direções,
Todas muito pouco preocupadas com meus porquês,
Posto terem elas seus próprios apertos, que lhes são imensamente mais tangíveis.
Essas mãos, para sempre não admitidas co-autoras,
Decerto olham, em algum ponto de seus traçados, para a mesma direção que agora me aflige,
E talvez terminem também por encontrar um Deus que não se deixa conhecer.
Amo-O, por gratidão de não conhecer tormentos;
Por ter sentidos que absorvem, mente que voa.
Que sabem ser o merecimento caminho de alguma conquista, mas não dessas.
Que enxergam decepcionados o quanto separa o amor e a devoção.
Tão ansioso por quem o defina e ampare.
Amedrontado por um final que não se anuncia.
Preocupo-me em demasia por achar-me seu autor único.
Texto este de tantas mãos e direções,
Todas muito pouco preocupadas com meus porquês,
Posto terem elas seus próprios apertos, que lhes são imensamente mais tangíveis.
Essas mãos, para sempre não admitidas co-autoras,
Decerto olham, em algum ponto de seus traçados, para a mesma direção que agora me aflige,
E talvez terminem também por encontrar um Deus que não se deixa conhecer.
Amo-O, por gratidão de não conhecer tormentos;
Por ter sentidos que absorvem, mente que voa.
Que sabem ser o merecimento caminho de alguma conquista, mas não dessas.
Que enxergam decepcionados o quanto separa o amor e a devoção.
Agua
À garota que corre trança as perna,
Aos bêbados molhados a taberna,
Abram águas.
Ao rio que crusa o sertão,
Aos moleques que brincam no ribeirão,
Abram águas.
Vem as nuvens
Vem o frio
Para o rio
O mundo chora a estiagem
Vão as nuvens
Vai o frio
Para o rio
O mundo chora a estiagem
Aos nômades no deserto,
Aos naufragos em mar aberto,
Abram águas.
Aos bíblicos fugidos do Egito,
Aos ateus que não creem nisto,
Abram águas.
Aos bêbados molhados a taberna,
Abram águas.
Ao rio que crusa o sertão,
Aos moleques que brincam no ribeirão,
Abram águas.
Vem as nuvens
Vem o frio
Para o rio
O mundo chora a estiagem
Vão as nuvens
Vai o frio
Para o rio
O mundo chora a estiagem
Aos nômades no deserto,
Aos naufragos em mar aberto,
Abram águas.
Aos bíblicos fugidos do Egito,
Aos ateus que não creem nisto,
Abram águas.
Sol-IOS
Sol é o tema,
Deste poema rotineiro.
Pois sol é o meu problema,
Fez sol o dia inteiro.
Fez sol de maio a Outubro.
Fez sol de Novembro a Janeiro.
Mas graças a Deus
(E olha, eu sou ateu)
Fevereiro e Março choveu.
Deste poema rotineiro.
Pois sol é o meu problema,
Fez sol o dia inteiro.
Fez sol de maio a Outubro.
Fez sol de Novembro a Janeiro.
Mas graças a Deus
(E olha, eu sou ateu)
Fevereiro e Março choveu.
Poema Aliterando "P"
de Maurício Seabra
Se "P" passa a principal,
Poderia aprofundar-me na procura.
Passos pouco explorados,
Posto pequenos.
A inspiração pela palavra,
Tão presa essa pauta,
Põe-se como intransponível pedra,
Portanto, simplesmente, paro.
Poderia aprofundar-me na procura.
Passos pouco explorados,
Posto pequenos.
A inspiração pela palavra,
Tão presa essa pauta,
Põe-se como intransponível pedra,
Portanto, simplesmente, paro.
Imagens paulistanas
de Elanor¨
Luzes cidadãs
Brilho na metrópole
Cores rodopiam no céu
Pontinhos correm no chão
Exclusivo carnaval ao léu
Carros velozes
Escorrem...
Água luminosa
Infinita correnteza veicular
Não do Rio, mas de ti, São Paulo maravilhosa
Trilha sonora vespertina
Som de salto alto
Marcha descompassada feminina
Coloridos arranha-céus
Flores singulares
Plantação asfaltiva
Germina...
Enfeita vasos da cidade paulista
Roupas foscas
Brilho nos olhos
O esfarrapado e a garrafa d'água
Na paulista avenida:
Prova de bondade da dita cidade amargurada
Diversas caras
Divinas cores
Costuradas
Colcha de retalhos
Nacionalidade paulistanada.
Brilho na metrópole
Cores rodopiam no céu
Pontinhos correm no chão
Exclusivo carnaval ao léu
Carros velozes
Escorrem...
Água luminosa
Infinita correnteza veicular
Não do Rio, mas de ti, São Paulo maravilhosa
Trilha sonora vespertina
Som de salto alto
Marcha descompassada feminina
Coloridos arranha-céus
Flores singulares
Plantação asfaltiva
Germina...
Enfeita vasos da cidade paulista
Roupas foscas
Brilho nos olhos
O esfarrapado e a garrafa d'água
Na paulista avenida:
Prova de bondade da dita cidade amargurada
Diversas caras
Divinas cores
Costuradas
Colcha de retalhos
Nacionalidade paulistanada.
Poema Aliterando "P" e "B"
de Maurício Seabra
Também pós concebidos os preconceitos
Inpensada punição não limpa por supostos profundos pensamentos
Abonados e plebe, para sempre tão balizados
Combinados numa turba amplamente pobre
Bastando-se em indubitável júbilo
A pior perda: saber-se parte
Ponha-se, pois, o pio e o preto
E prontamente se apontarão - ou os apontaremos nós
Debelaríamos o problema
Mas optamos por abraçá-lo
Inpensada punição não limpa por supostos profundos pensamentos
Abonados e plebe, para sempre tão balizados
Combinados numa turba amplamente pobre
Bastando-se em indubitável júbilo
A pior perda: saber-se parte
Ponha-se, pois, o pio e o preto
E prontamente se apontarão - ou os apontaremos nós
Debelaríamos o problema
Mas optamos por abraçá-lo
A Má Esperança
de Maurício Seabra
À beira do abismo
- Dentes cerrados e punhos fechados –
Procuro rostos serenos e silenciosos
Mas só me acolhe a imagem de um capacho sujo
Onde a estampa de um sapato aponta para a rua
Veria, se em mim houvesse esforço
Que a terra seca e granulada sorve, sôfrega, água qualquer
Mas não o faço, tomado pela anestesia, nossa sepultura,
Tão minha; tão sua.
Encolho meu corpo
E disfarço minha aflição em paz
Moldando o ar em ventre prenhe
E afastando o vazio com golpes erráticos
Ao longe, com que não cesso de flertar,
Aponta-se um farol onde um garoto aguarda um barco que não voltará
Lembrança que o piorará em homem
Um espelho quebrado de
cacos
incongruentes
Corrigido somente pela retidão, emprestada por sua mão,
De um fio de sangue
- Dentes cerrados e punhos fechados –
Procuro rostos serenos e silenciosos
Mas só me acolhe a imagem de um capacho sujo
Onde a estampa de um sapato aponta para a rua
Veria, se em mim houvesse esforço
Que a terra seca e granulada sorve, sôfrega, água qualquer
Mas não o faço, tomado pela anestesia, nossa sepultura,
Tão minha; tão sua.
Encolho meu corpo
E disfarço minha aflição em paz
Moldando o ar em ventre prenhe
E afastando o vazio com golpes erráticos
Ao longe, com que não cesso de flertar,
Aponta-se um farol onde um garoto aguarda um barco que não voltará
Lembrança que o piorará em homem
Um espelho quebrado de
cacos
incongruentes
Corrigido somente pela retidão, emprestada por sua mão,
De um fio de sangue
Bem, Bão - Rum, Gim
hoje, ontem
bebi rum.
fiquei bom,
fiquei sim,
fiquei bem,
fiquei são.
hoje, ontem
bebi gim.
fiquei som,
fiquei sim,
fiquei zen,
fiquei tão.
agora,
tão, são,
bem... bom...
sem som.
zen? sim!
maldita
ressaca
ruim!
Rosto
de Maurício Seabra
Há vezes em que é panfleto,
Isolado e prepotente,
Faminto por aplausos que, ausentes, atestam sua incongruência:
Lábios inquisidores e fronte serena
Noutras, é diploma emoldurado,
Orgulhoso e dispensável,
Obsessivo em dissolver rugas imediatas,
Mas nunca passageiras.
Quer fazer-se fotografia – documento,
Em arquivo feito junto ao vento.
Quer ser somente dentes – máquinas monotemáticas,
Mas se mescla entre silvos orquestrados e ouvidos diligentes.
Será para sempre língua, atenta como olhos perspicazes,
Amparando a pele, muito longe da boca,
Enquanto pálpebras são cortinas.
Isolado e prepotente,
Faminto por aplausos que, ausentes, atestam sua incongruência:
Lábios inquisidores e fronte serena
Noutras, é diploma emoldurado,
Orgulhoso e dispensável,
Obsessivo em dissolver rugas imediatas,
Mas nunca passageiras.
Quer fazer-se fotografia – documento,
Em arquivo feito junto ao vento.
Quer ser somente dentes – máquinas monotemáticas,
Mas se mescla entre silvos orquestrados e ouvidos diligentes.
Será para sempre língua, atenta como olhos perspicazes,
Amparando a pele, muito longe da boca,
Enquanto pálpebras são cortinas.
Lápis
de Elanor¨
Num quarto escuro silencioso
Silencioso relógio de ponteiros quebrados na parede
Na parede, céu noturno estrelado, claro
Clara menina na janela iluminada pela lua
Pela lua, desenhos de formas estranhas, indefinidas, herméticas
Herméticos, rabiscos e riscos grossos enrolados, enrolando-se
Enrolando-se, bolas de papel amassado jogadas no chão
No chão, caligrafia feia, trêmula e grande
Grande caderno aberto em cima da cama
Da cama, um lápis.
Silencioso relógio de ponteiros quebrados na parede
Na parede, céu noturno estrelado, claro
Clara menina na janela iluminada pela lua
Pela lua, desenhos de formas estranhas, indefinidas, herméticas
Herméticos, rabiscos e riscos grossos enrolados, enrolando-se
Enrolando-se, bolas de papel amassado jogadas no chão
No chão, caligrafia feia, trêmula e grande
Grande caderno aberto em cima da cama
Da cama, um lápis.
Poema com Assonância em "U" e "Û"
de Maurício Seabra
Não ao costume inútil, esdrúxula cultura
Não ao muro injusto, astuta censura
Não à partitura sem música, moldura sem pintura
Não à ilustre prostituta, corrupta leitura
Rumo às perguntas sem truques, anúncio do justo
Rumo ao arguto aluno, adulta fortuna
Rumo ao assunto duro, a figura crua
Rumo ao muito, ao nunca, ao fundo e ao cume.
Não ao muro injusto, astuta censura
Não à partitura sem música, moldura sem pintura
Não à ilustre prostituta, corrupta leitura
Rumo às perguntas sem truques, anúncio do justo
Rumo ao arguto aluno, adulta fortuna
Rumo ao assunto duro, a figura crua
Rumo ao muito, ao nunca, ao fundo e ao cume.
Poema com Assonância em "A"
Mais estradas largas, sem margens claras
Mais páginas sábias, perspicazes escadas
Mais palcos iluminados, amados personagens
Mais lábios musicais, viagens estreladas
Nada de altares sagrados, falsos rosários,
Nada de cristais mágicos, elásticas verdades,
Nada de abraços pautados, magras cascas,
Nada de estandartes máximos, alma calada
Mais páginas sábias, perspicazes escadas
Mais palcos iluminados, amados personagens
Mais lábios musicais, viagens estreladas
Nada de altares sagrados, falsos rosários,
Nada de cristais mágicos, elásticas verdades,
Nada de abraços pautados, magras cascas,
Nada de estandartes máximos, alma calada
Corpo
de Debby
Corpo, luz
Luz de fogo, luz
Corpo moreno,
Luz vermelha
Luz vermelha,
Colar de pedra azul
Brilho
Seu olhar prá mim
Brilho
Na luz
Seu corpo na luz
Quer meu corpo contra-luz
Minha mão,
Seus seios
Desejo contra-mão
Chama de fogo,
Me chama
Luz de fogo, luz
Corpo moreno,
Luz vermelha
Luz vermelha,
Colar de pedra azul
Brilho
Seu olhar prá mim
Brilho
Na luz
Seu corpo na luz
Quer meu corpo contra-luz
Minha mão,
Seus seios
Desejo contra-mão
Chama de fogo,
Me chama
Poema Aliterando P
de Debby
Peninha, apelido de Polí
Partia o que pegava
Pegava um copo, partia
Pegava um prato, partia
Peninha, como o do pato Patinhas
Peninha, o atrapalhado!
Com seu pé de prancha,
Pisava e tropicava.
Peninha, o Polí
Parecia pronto a trapalhadas
Mas, simpático e apaixonante,
Peninha, o Polí
Apaixonava.
Peninha, apelido de Polí
Partia o que pegava
Pegava um copo, partia
Pegava um prato, partia
Peninha, como o do pato Patinhas
Peninha, o atrapalhado!
Com seu pé de prancha,
Pisava e tropicava.
Peninha, o Polí
Parecia pronto a trapalhadas
Mas, simpático e apaixonante,
Peninha, o Polí
Apaixonava.
O Céu São Cálculos (Título compulsório: Eu e a Natureza)
de Maurício Seabra
É só satélite minha lua
E mera pedra o diamante
O arco-íris em refração resumido
É a poesia do poema distante
Fazia paz a chuva na terra
Fazia fúria o vento no mar
Fazia vista a flora na serra
Jazia fria a Estrela Polar
Já o céu pouco me acolhe
Colhe-se fruto que não sustenta
Tenta-se o ouro, fuga do nobre
Obra-se a pedra
Ora-se a pedra.
PS: fazer poema sem ter ido à aula é dureza.
PS2: o professor disse que a alteração de estruturas soou acidental, quebrando o ritmo do texto. Será refeito.
TEXTO REFEITO
É só satélite minha lua
É só luz o que o sol insinua
É só pedregulho seu diamante
É só otimismo todo o restante
Talvez faça vida a chuva na terra
Talvez faça vista o verde da serra
Talvez faça fúria o vento no mar
Talvez faça certo quem imaginar
E mera pedra o diamante
O arco-íris em refração resumido
É a poesia do poema distante
Fazia paz a chuva na terra
Fazia fúria o vento no mar
Fazia vista a flora na serra
Jazia fria a Estrela Polar
Já o céu pouco me acolhe
Colhe-se fruto que não sustenta
Tenta-se o ouro, fuga do nobre
Obra-se a pedra
Ora-se a pedra.
PS: fazer poema sem ter ido à aula é dureza.
PS2: o professor disse que a alteração de estruturas soou acidental, quebrando o ritmo do texto. Será refeito.
TEXTO REFEITO
É só satélite minha lua
É só luz o que o sol insinua
É só pedregulho seu diamante
É só otimismo todo o restante
Talvez faça vida a chuva na terra
Talvez faça vista o verde da serra
Talvez faça fúria o vento no mar
Talvez faça certo quem imaginar
Poema Aliterando "T" e "D"
de Maurício Seabra
Se toda atenção é perdida
E toda platéia, cativa
Se todo status é triste
E todo pretexto, traição
Se todo tato é ditoso
E toda dor, motivo
Se toda piedade é distante
E todo demônio, atento
Então entenda que a tanto não me atentei
Por teimosia ou,
Talvez, estupidez
E toda platéia, cativa
Se todo status é triste
E todo pretexto, traição
Se todo tato é ditoso
E toda dor, motivo
Se toda piedade é distante
E todo demônio, atento
Então entenda que a tanto não me atentei
Por teimosia ou,
Talvez, estupidez
Poema Aliterando 'T' e 'D'-ou-O Que Eu Não Mostrei Pro Gilson
Um Tédio mortall
Destrói todas as tentativas
De uma taRrrde agradavell
, Decentemente
, Toma de assalto
e mata Todos em frente a tV.
um ulTimo desgarrado
ainda Tenta resisTir
Todas as tensões
Todos os Ts
Partem deste Democrrra-tico trrransmissor
A Tocha da Vida NÃO Arde
Quando em frrront(e) a TV,
lobotomizando o pensamento,
assisto a MTV a tarrde
Toema AliTerando o T
Matarei-os quinta a noite
Tres tiros certos para tres tombos fatais
Tres tumbas rentes para tres tiras trouxas
Motivos não importam
Todos prestam
Todos pecam
'Ma pistola quente
Testa, gatilho, instante
Testa, gatilho, corrente
Muitos contratos certos
Tiros, prontos, uma noite quente
Tres pratos de trigo para tres tolos tenentes
Manhã de Sol
Manhã de Sol
Está uma manhã de sol
Os pássaros assoviam
As brisas sopram suaves
Uma manhã de sol
E eu falo
Mechas ao vento
Perfumes floridos
Olhares soslaios
Uma manhã de sol
E eu anuncio
O céu azul
O mar celeste
As ondas vem e vem mais
Uma manhã de sol
E eu aviso
A praia me chama
A grama me chama
O mar me chama
A vida me chama
Uma manhã de sol
E eu respondo:
To trabalhando, porra!
angustia é um grito preso na garganta
é um urro canino sufocado
é a morte afogada no lodo
preciso gritar gemer ganir
nunca mais, agora, só a verdade
triste e medonha a plenos pulmões
angustia pesa como um buraco
queima como carne crua guardada no congelador
e se no final a omissão foi em vão e a mentira também
me desculpe.
Poema Aliterando "S" e "Z"
de Maurício Seabra
Silhuetas vencidas
Sombras sem simetria
Feições lascivas
O suor cinge a tez com sinuosos desenhos
Semblantes disfarçados
Desafios obscenos
Indecência assumida
Sensações, às centenas, resumem-se em desejo
PS: os sons sibilantes devem passam idéia da sensualidade. Acho que não funcionou.
Sombras sem simetria
Feições lascivas
O suor cinge a tez com sinuosos desenhos
Semblantes disfarçados
Desafios obscenos
Indecência assumida
Sensações, às centenas, resumem-se em desejo
PS: os sons sibilantes devem passam idéia da sensualidade. Acho que não funcionou.
domingo, 25 de setembro de 2011
pequena
es Tão pequena
que quando sorri
sorri o corpo inteiro
para caber esse sorriso
es Tão pequena
que quando olhas
me vejo sorrindo
dentro de ti
nos espelhos dos teus olhos
es Tão pequena
que quando te abraço
abraço a ti e a mim ao mesmo tempo
numa felicidade
num amor de nós
a tua pequenice
faz te gigante
e a tua carne faz te canibal
que quando me come
em cada silaba do meu nome
crava teus dentes
Assim te amo minha
Pequena
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Todo dia
visto uma máscara
feita por mim
para o meu corte
de sorriso, sangue e tês
Todo dia uma máscara
alta, magra porem forte
pras mentiras
que conto
pois mentir é meu esporte
Mas por dentro
desta máscara
quase oca
em que moro
qual quer barulho
eu corro
qual quer trovão
eu choro
Todo dia
esta máscara
de um bronze reluzente
protege um medroso
de coragem é carente
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Eu sonhei, domingo de manhã, com uma metáfora:
Era a perfeição de olhos azuis
Era a perfeição vestida de verde.
Droga, eu só quero dizer que eu sonhei com uma garota linda, mas tão linda que eu quero que ela exista e que quando eu encontra-la ela lembre de mim.
Vi Vênus
Vi Gaia
Vi Atenas
vestida de verde
com olhos azuis
com sardas pretas na face branca
com cabelo lo
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