Corri pro metro e do metro, saltando os degraus das escada de dois em dois esperando encontrar o sol se pondo atrás dos adjetivos prédios, pulei os últimos três...
Rompem no dia: fulminando; rasgando; atravessando; transpassando. O Sol virou gelo, o dia laranja e vermelho agora estava azul, um azul Azul, como só o ultimo dos azuis poderia ser.
Minha consciência percebendo que nada podia fazer colocou o corpo no automático, apagou a luz e saiu pra tomar um café.
Acordei suando nu em minha cama, o Azul lentamente se esvanecia no amarelo das paredes brancas do meu quarto e permitia agora perceber: eram dois azuis Azul emoldurados em marfim.
Seu nome é nathalia, gosta de rum, Sara Vaughan e Bukowski, é modelo, mas não é isso que ele é. Ela não sabe de verdade o que é, eu sei.
É nada.
Seus olhos é que são.
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