segunda-feira, 30 de abril de 2012

do Tumulo

 Era um dia comum,quente, abafado e paulista. Passara a hora do almoço dando trote nos bixos e a tarde no cinema com o dinheiro arrecadado. O filme atrasado, por conta d'alguma falha no projetor, me deixou estupidamente agitado como se tivesse algum compromisso aquela tarde.

 Corri pro metro e do metro, saltando os degraus das escada de dois em dois esperando encontrar o sol se pondo atrás dos adjetivos prédios, pulei os últimos três...

                   BANG             BANG
Rompem no dia: fulminando; rasgando; atravessando; transpassando. O Sol virou gelo, o dia laranja e vermelho agora estava azul, um azul Azul, como só o ultimo dos azuis poderia ser.

 Minha consciência percebendo que nada podia fazer colocou o corpo no automático, apagou a luz e saiu pra tomar um café.


 Acordei suando nu em minha cama, o Azul lentamente se esvanecia no amarelo das paredes brancas do meu quarto e permitia agora perceber: eram dois azuis Azul emoldurados em marfim.
 Seu nome é nathalia, gosta de rum, Sara Vaughan e Bukowski, é modelo, mas não é isso que ele é. Ela não sabe de verdade o que é, eu sei.


 É nada.
 Seus olhos é que são.

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